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ADIRPLAST acredita que o pior já passou

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O ano de 2020 ainda nem acabou, mas já deixa marcas profundas no setor de plásticos 

Não tem sido fácil empreender nestes tempos turbulentos, concordam os associados da ADIRPLAST (Associação Brasileira dos Distribuidores de Resinas Plásticas e Afins). 2020 ainda não acabou, mas já mostrou que para sobreviver nesse mundo cada vez mais conturbado é preciso muita garra e coragem. Neste ano, especialmente, inúmeros acontecimentos têm colocado em xeque, não só a expertise de muitos empresários, como as bases da própria economia mundial.

O ano que começou com o mercado brasileiro do plástico ampliando importações devido à trégua na guerra comercial EUA e China, também ficou marcado pela “caça às bruxas” com o banimento de diversos utensílios de plásticos descartáveis. “Em São Paulo, por exemplo, o prefeito Bruno Covas sancionou a lei que proibia os estabelecimentos comerciais da cidade de fornecerem utensílios descartáveis de plástico aos clientes. E nós da ADIRPLAST já alertavam para os problemas causados por uma proibição indiscriminada desses produtos, inclusive para a economia”, comenta Laercio Gonçalves, presidente da entidade.

E esse era só o começo. A pandemia (Covid-19) atingiu o Brasil em cheio. Em 17 de março a quarentena foi decretada em vários estados brasileiros. Preocupada com o abastecimento da indústria, inclusive farmacêutica e de alimentos, a ADIRPLAST divulgou carta aberta na qual alertava aos órgãos competentes sobre a importância do plástico como matéria-prima.

Tanta incerteza fez com que abril fosse o pior mês de faturamento não só entre as empresas associadas à ADIRPLAST, mas na economia brasileira em geral. No setor de plásticos o coronavírus causou um efeito quase devastador. As vendas das resinas commodities (PEs, PP e PS) das empresas ligadas à ADIRPLAST em abril foram de 20.069 t, uma redução de 43,6% sobre março. Entre os plásticos de engenharia, em abril foram vendidas 1.072 t, redução de 58,4% ante o mês anterior. Já entre os filmes bi-orientados, que somaram 2.556 t vendidas, a redução foi de 28,9%.

A queda abrupta das importações também impactou o setor transformador. O Brasil, que consome 6 milhões de toneladas de plástico por ano e importa 30% desse volume, vem sendo afetado por problemas na produção internacional do insumo. Em julho, quem dependia de importados já amargava 4 meses de desabastecimento. Segundo relatório da consultoria Townsend, a importação de PP caiu de 36.076 t em fevereiro para 16.618 t em agosto.

Também sensível à pandemia e às condições econômicas, o mercado respondeu com um aumento vertiginoso do dólar. Durante a primeira metade do ano, o dólar teve uma valorização de 35,6% sobre o real, o que tornou nossa moeda a pior entre as 34 divisas mais líquidas do mundo. Em outra ponta, para evitar quedas ainda maiores nos preços do petróleo, companhias em todo o mundo reduziram suas produções.

Essa variação do câmbio também não trouxe alívio para o setor, que é forçado a aceitar os aumentos, mas que não consegue repassar esses valores por causa do enfraquecimento da demanda. Também já tem sido notado em alguns setores da indústria a falta de insumos, como PVC e PE, para produção de embalagens.

Foi neste cenário que empresas do setor, para evitar demissões e sobreviver à crise, tiveram que se adequar e investir em tecnologia e contar com a qualificação de suas pessoas. Inclusive empresas filiadas à ADIRPLAST. Decisão acertada.

Com a retomada da indústria acontecendo de forma gradual desde junho, julho despontou com luz para o final do túnel. O volume total de vendas dos associados ADIRPLAST nesse mês foi 23% maior que o de junho. De janeiro a julho deste ano foram vendidas 259.041 t (incluindo todas as resinas e os filmes de BOPP e BOPET). “A recuperação é gradual”, diz Laercio Gonçalves, presidente da entidade.

Não bastasse a pandemia e as reformas tributária e administrativa que não acontecem, ainda foi preciso enfrentar os impactos causados pelo Furacão Sally, que atingiu produtores e exportadores de resinas plásticas na região do Golfo do México.  No início de outubro outra surpresa: a Braskem sofreu o ataque de hackers em seu ambiente de TI, o que impactou suas operações por cerca de 10 dias.

Ainda longe do final desta crise, mas mais próximo da “normalidade”, o país vai voltando ao trabalho. São Paulo já permitiu a reabertura de muitas de suas atividades. “Hoje, ainda sem expectativas claras para os próximos meses, fica a certeza apenas de que sairemos desta mais fortes. Assim como o plástico, que entrou o ano sendo denegrido, mas que ganhou um novo peso no cenário atual – já que é matéria fundamental para a integridade da saúde humana”, finaliza Laercio Gonçalves.

Um olhar apurado

Ver luz ao final do túnel não significa não significa não ver que 2020 ainda não foi superado. Erasmo Fraccalvieri, diretor da Tecnofilmes,fala sobre alguns dos impactos sofridos pela economia neste ano e expectativas para o que ainda está por vir.

“Desde a chegada da pandemia pudemos ver de tudo, do negacionismo ao alarde excessivo. Continuamos com esta polarização de ideias em todos os campos e setores. Fica evidente a necessidade de uma análise fria e clara da situação. Apesar da Economia não ser uma ciência exata e que ela independe de viés de qualquer ideologia, ela envia sinais clássicos de seu andamento, os fundamentos mantêm-se firmes para a medição do seu pulso.

Passados 10 meses de 2020, o que se vê é uma economia mundial em níveis preocupantes de fragilidades. O mercado internacional de bonds e moedas segue mostrando sinais importantes de alerta de deterioração. Uma segunda onda de contaminação na Europa traz à tona um elevado grau de incerteza. Temos a eleição americana em novembro. O grau de endividamento das empresas americanas está em níveis recordes nas últimas décadas e as perdas permanentes de postos de trabalho sinaliza uma onda de falências ainda fora do radar da grande mídia.

O Brasil ocupa um posto preocupante neste cenário. O fracasso na condução da pandemia nos trouxe até agora, conforme alertado nas colunas precedentes, inflação, escassez de commodities, câmbio descontrolado, choques abruptos de demanda e oferta e uma dívida pública em patamares pra lá de preocupantes. Na dificuldade de rolarmos nossa dívida temos uma piora de seu perfil com o aumento das operações compromissadas e a redução de seu prazo deixam muitas dúvidas quanto ao cronograma de vencimento no primeiro trimestre de 2021.

Com este cenário, é importante manter o foco nos fundamentos. Vejo muitas pessoas passando da euforia ao ceticismo em períodos curtos, analisando ruídos das manchetes de jornais. Não há “novo normal”. Não há “desta vez é diferente”. Há um desafio enorme para a economia nos próximos meses. A pandemia um dia acaba, porém, os impactos econômicos devem perdurar por muito mais tempo”.

Guerra no Irã já pressiona oferta e eleva preços de resinas no Brasil

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A Associação Brasileira de Distribuidores de Resinas Plásticas e Afins (ADIRPLAST) manifesta preocupação com os impactos do agravamento dos conflitos no Oriente Médio sobre a cadeia petroquímica global e, consequentemente, sobre o mercado brasileiro. O cenário já se reflete em aumento expressivo de preços de matérias-primas, como o petróleo, que teve uma alta elevada, batendo um pico de US$ 110 por barril, e a nafta, que superou US$ 870 por tonelada — alta de aproximadamente 55% no último mês.

Esse movimento de alta dos petroquímicos já impacta os preços das resinas plásticas, plásticos de engenharia e filmes biorientados, inclusive no Brasil. Os preços de importados CFR também acompanham esse movimento, reforçando a tendência de encarecimento em toda a cadeia.

A ADIRPLAST destaca que a combinação entre restrição de oferta global e aumento dos custos de produção tem pressionado significativamente o mercado. Nesse contexto, a instabilidade geopolítica tem limitado a disponibilidade de resinas e intensificado a volatilidade dos preços. A entidade também observa que sinais de escassez de oferta já aparecem de forma evidente para o mês de abril, indicando um cenário ainda mais restritivo no curto prazo.

“O conflito internacional tem levado a uma restrição sem precedentes da oferta e a aumentos expressivos dos preços ao longo de toda a cadeia. As empresas brasileiras não possuem estoques suficientes para sustentar, por muito tempo, uma eventual ruptura contínua na oferta, e os efeitos dessa limitação já começam a ser sentidos no mercado.”, afirma Cecilia Vero, presidente da Adirplast.

A associação reforça que seus associados têm atuado de forma contínua para atender seus clientes da melhor maneira possível, mesmo diante de um cenário desafiador. No entanto, ressalta que a combinação de demanda firme, custos elevados e baixa disponibilidade de  produto impõe limites operacionais relevantes, tornando o equilíbrio entre oferta e demanda cada vez mais difícil. Além disso, a entidade aponta que as ofertas atualmente disponíveis no mercado vêm sendo negociadas com preços mais elevados, limites de volume e redução significativa nos prazos de pagamento, refletindo a crescente pressão sobre a cadeia de suprimentos. Diante disso, a ADIRPLAST alerta para a necessidade de atenção constante aos desdobramentos do cenário internacional, que impacta diretamente toda a cadeia de transformação de plásticos no Brasil.

Plásticos de engenharia: crescimento de dois dígitos em 2025 colocam 2026 à prova

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Após avançar 17,3%, segmento dos associados ADIRPLAST aposta em inovação, sustentabilidade e diferenciação técnica para sustentar a expansão em um cenário mais competitivo e cauteloso

O segmento de plásticos de engenharia dos associados ADIRPLAST (Associação Brasileira dos Distribuidores de Resinas Plásticas e Afins) encerrou 2025 com crescimento expressivo de 17,3% em relação a 2024, refletindo a busca da indústria por soluções de maior desempenho técnico. O avanço confirma o movimento de migração para materiais especiais, menos sujeitos à volatilidade das resinas commodities e para aplicações que exigem resistência mecânica, leveza, estabilidade térmica e ganho de produtividade. Para 2026, entretanto, o desafio não será apenas crescer — mas sustentar o patamar alcançado em um ambiente econômico mais cauteloso e competitivo.

Na avaliação de Luiz Squilante, gerente de vendas da ENTEC, a estratégia para ampliar participação passa pela diferenciação. A empresa mantém um portfólio amplo de resinas de engenharia, incluindo poliamidas 6 e 6.6, PBT, poliacetal, PP composto, ABS, PPS e elastômeros, com destaque para as poliamidas e PP composto, altamente demandados pelos transformadores. A companhia também investe em sustentabilidade, especialmente com PLA voltado à impressão 3D, além de desenvolvimentos para embalagens, extrusion coating e termoformados. No entanto, Squilante alerta que a ausência de regulamentação no Brasil — ao contrário de mercados como o chileno — e o custo ainda elevado frente às resinas tradicionais limitam uma adoção mais ampla dos materiais de origem renovável. Para a distribuição, os segmentos agro, alimentício e linha branca surgem como os mais promissores, enquanto o diferencial competitivo está em soluções “taylor made”, que agreguem ganhos técnicos e econômicos reais ao cliente.

Já João Rodrigues, da Thathi Polímeros, pondera que o ciclo histórico de substituição de metais por plásticos de engenharia, intensificado nas últimas décadas, tende a atingir um ponto de equilíbrio. Embora não haja saturação, o crescimento pode ser mais conservador em 2026, especialmente se a indústria automobilística nacional não ampliar sua produção. Ainda assim, há perspectivas positivas nos setores de ônibus e duas rodas, além do fortalecimento de áreas como eletroeletrônicos, ferragens, linha branca e agro. Rodrigues destaca que a reintrodução da marca Technyl, em parceria com a Domo Chemicals, abriu portas em aplicações que exigem homologações globais e certificações rigorosas, elevando o patamar técnico do portfólio e ampliando oportunidades em projetos de maior valor agregado.

No entendimento de Gustavo Nascimento, da Krissol, os materiais especiais consolidam-se como alternativa estratégica em um mercado saturado por oferta abundante e preços pressionados por importações. Contudo, 2026 exigirá prudência operacional, com controle rigoroso de crédito, gestão eficiente de estoque e fluxo de caixa equilibrado. A competitividade gerada por novos entrantes e a abundância de produtos importados aumentam a disputa por margens, exigindo das distribuidoras maior agilidade e capacidade técnica.

Complementando o cenário, Wilson Cataldi, da Piramidal, aponta que as projeções para 2026 seguem positivas. Um fator relevante é a mudança no eixo global de fornecimento: a Ásia, especialmente China e países do entorno, passa a liderar os fluxos de resinas de engenharia, influenciando preços, disponibilidade e estratégias de abastecimento.

O consenso entre os associados é claro: inovação, diferenciação técnica e sustentabilidade continuarão sendo os principais motores do segmento. No entanto, a sustentação do crescimento dependerá do desempenho da indústria nacional, da estabilidade econômica, do câmbio e da capacidade das empresas de antecipar riscos. Mais do que volume, 2026 tende a premiar quem entregar inteligência técnica, portfólio qualificado e gestão financeira disciplinada.

Distribuição de resinas cresce em 2025, mas cenário global impõe cautela para 2026

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Vendas dos associados da ADIRPLAST avançam 5,7% em volume, com destaque para plásticos de engenharia, enquanto incertezas geopolíticas e macroeconômicas limitam projeções mais otimistas

O mercado brasileiro de distribuição de resinas encerrou 2025 com crescimento moderado, porém desigual entre os segmentos. Segundo balanço da Associação Brasileira dos Distribuidores de Resinas Plásticas (ADIRPLAST), o volume total de vendas dos associados à entidade alcançou 431 mil toneladas, alta de 5,7% em relação a 2024. O principal destaque ficou com as especialidades, especialmente os plásticos de engenharia, que registraram expansão de 17,3%, refletindo a crescente demanda por aplicações de maior valor agregado.

No recorte das resinas commodities — polietilenos, polipropilenos e poliestirenos —, as vendas somaram 347 mil toneladas, crescimento de 5,8% na comparação anual. Apesar do avanço em volume, o segmento enfrentou um ambiente mais pressionado ao longo do ano, marcado por excesso de oferta global, forte concorrência das importações e compressão de preços e margens. A normalização da logística internacional, momentos de recomposição de estoques e a valorização pontual do real também influenciaram o desempenho de 2025.

Laercio Gonçalves

De acordo com o vice-presidente da entidade, Laercio Gonçalves, os números revelam um mercado em transformação. Segundo ele, os segmentos que mais ampliaram a demanda foram embalagens, alimentos e bebidas, higiene pessoal, agronegócio e aplicações ligadas à sustentabilidade, enquanto mercados mais dependentes de crédito e investimento apresentaram maior irregularidade. “O crescimento de 2025 foi sustentado principalmente pelas especialidades, enquanto as commodities seguiram mais expostas à volatilidade externa e à pressão competitiva das importações”, explica.

Esse movimento estrutural é reforçado pela percepção dos distribuidores e fornecedores de materiais de maior valor agregado. Para Gustavo Nascimento, CMO da Krisoll , os plásticos de engenharia e demais materiais especiais vêm se consolidando como insumos estratégicos, menos suscetíveis à volatilidade típica das commodities. “Mais do que componentes, esses materiais são a base para ganhos de performance e eficiência industrial, atendendo processos cada vez mais exigentes, que demandam uma cadeia de suprimentos flexível, ágil e, acima de tudo, confiável”, afirma.

Gustavo Nascimento, CMO da Krisoll

Segundo Nascimento, há uma migração clara de empresas em direção aos chamados materiais especiais como alternativa estratégica diante de um mercado de revenda e distribuição mais saturado. Esse movimento é impulsionado, de um lado, pela maior disponibilidade de produtos e pela queda de custos — especialmente de materiais importados — e, de outro, pela entrada de novos players em busca de margens mais atrativas, o que aumenta a competitividade do setor. “Esse novo ambiente amplia as oportunidades, mas também exige maior profissionalização e disciplina operacional”, avalia.

Na avaliação do executivo da Krisoll, embora o setor mantenha seu histórico de resiliência, o momento exige prudência redobrada. “Existem janelas reais de oportunidade, mas elas vêm acompanhadas da necessidade de controles mais rigorosos, principalmente em crédito, fluxo de caixa e gestão de estoques, para evitar a imobilização excessiva de capital”, pontua.

Para 2026, a expectativa da ADIRPLAST é de estabilidade, com crescimento limitado e seletivo, concentrado em setores essenciais e de maior valor agregado. “Entramos em um ano que exige cautela, foco em eficiência operacional e gestão de riscos, pois fatores como juros elevados, câmbio, políticas comerciais internacionais e o ambiente eleitoral tendem a manter o mercado desafiador”, avalia Laercio Gonçalves. Ele acrescenta que os recentes acontecimentos geopolíticos, como o ataque dos Estados Unidos à Venezuela e seus possíveis desdobramentos, elevam o nível de incerteza global e impedem, neste momento, projeções mais fechadas para o próximo período.

ADIRPLAST encerra 2025 e apresenta balanço e projeções para 2026

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Em evento voltado aos associados, entidade destaca o trabalho da distribuição de resinas em 2025 e reforça a integração do setor para o próximo ciclo

A presidente da ADIRPLAST, Cecilia Vero, da Nova TIV Filmes, abriu o encontro de fim de ano com uma análise ampla do desempenho do setor e da atuação da entidade ao longo de 2025. Segundo ela, o ano mostrou a força e a relevância da distribuição de resinas plásticas e produtos afins no Brasil, mesmo diante de um ambiente global marcado por volatilidade, excesso de oferta e desafios tributários e logísticos. “O ano de 2025 tem mostrado que o setor de distribuição é forte, resiliente e estratégico. Apesar de um cenário instável, nossos associados registraram vendas consistentes, demonstrando profissionalismo e capacidade de adaptação. Em 2024, comercializamos 408 mil toneladas de produtos, e em 2025 crescemos 5% sobre o ano anterior. Participamos de feiras nacionais e internacionais, ampliamos nossa presença institucional e promovemos debates importantes sobre temas regulatórios e sobre a Reforma Tributária. Seguimos otimistas: há espaço para um crescimento sustentável, desde que continuemos investindo em tecnologia, logística e profissionalização. Nosso compromisso é fortalecer o mercado e garantir competitividade”, afirmou a presidente.

Além do balanço da entidade, o encontro reuniu associados para um momento de integração, marcado pelo depoimento de Cláudia Savioli, da Polymark, que destacou os desafios recentes no mercado de filmes biorientados e a necessidade de união para enfrentar o próximo ciclo. Ela lembrou que 2025 exigiu adaptação diante da retração de demanda, da alta competitividade e das pressões de preço, mas também revelou a capacidade do setor de reagir e se reorganizar. “É muito bom estarmos reunidos aqui hoje, celebrando não apenas o encerramento de mais um ano, mas também a força e a resiliência que marcaram a trajetória da Adirplast e de cada uma das empresas associadas. O ano trouxe desafios — como a queda de 11,45% no volume vendido de filmes e a pressão sobre margens — mas também mostrou nossa capacidade de recuperação e de atuação conjunta. As transformações previstas para 2026, com a concentração do mercado de BOPP e BOPET, exigirão diálogo e alinhamento em toda a cadeia. E é justamente nessa união que está a nossa força”, disse Cláudia.

O vice-presidente da ADIRPLAST, Laercio Gonçalves, do Grupo activas, reforçou o papel dos distribuidores em um cenário de mudanças profundas no setor. “Os distribuidores são o elo que sustenta a conexão entre indústria e mercado. Somos responsáveis por traduzir as necessidades regionais, oferecer flexibilidade, garantir disponibilidade e apoiar toda a cadeia. Em 2026, será essencial mantermos a união, a estratégia e o foco no cliente para enfrentarmos a competitividade e aproveitarmos as oportunidades que surgirão.”

No encontro, Wilson Cataldi, da Piramidal, trouxe um panorama sobre o mercado de resinas de engenharia — um dos segmentos que apresentou desempenho positivo em 2025. Segundo Cataldi, “o ano para as especialidades em resinas de engenharia foi bom, com crescimento na ordem de 10% em relação a 2024, e as perspectivas para 2026 continuam favoráveis”. Ele destacou ainda uma mudança estratégica no cenário global: “O eixo de fornecimento desses materiais, que antes vinha majoritariamente da Europa e dos Estados Unidos, desloca-se a partir de 2025 para a Ásia, especialmente China e países da região, trazendo novos desafios e oportunidades para toda a cadeia.”

O encontro também reforçou o papel da ADIRPLAST como plataforma de integração e fortalecimento do setor, reunindo associados em eventos, debates tributários, análises de crédito e participações em feiras nacionais e internacionais. O esforço conjunto, segundo a diretoria, seguirá como prioridade diante das projeções desafiadoras para o próximo ano.

A ADIRPLAST encerra 2025 reafirmando seu compromisso de representar o setor, fomentar boas práticas, estimular a sustentabilidade e apoiar seus associados na construção de um ambiente de negócios mais competitivo, integrado e preparado para os próximos ciclos do mercado.

Brasil marca presença em eventos internacionais de plástico e sustentabilidade

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Plastic Summit em Lisboa e Feira K em Düsseldorf reuniram empresas brasileiras e associados ADIRPLAST para debater economia circular, inovação e perspectivas do setor

Outubro de 2025 foi um mês de grande importância para o setor plástico, tanto nacional quanto internacional. As empresas brasileiras participaram de dois eventos de destaque global: o Plastic Summit – Global Event 2025, realizado em 6 de outubro em Lisboa, Portugal, e a Feira K 2025, que ocorreu de 8 a 15 de outubro em Düsseldorf, na Alemanha. Ambos os eventos reuniram líderes da indústria, apresentaram tendências e inovações e debateram temas centrais como sustentabilidade, economia circular e novas tecnologias para o setor.

O Plastics Summit – Global Event 2025 destacou a gestão sustentável do plástico e a transição para uma economia circular, como temas centrais. Organizado pela Associação Portuguesa da Indústria de Plásticos (APIP) em parceria com a ANAIP (Espanha), ABIPLAST/ABIEF (Brasil) e ANIPAC A.C. (México), o evento reuniu líderes do setor e promotores de práticas circulares. O vice-presidente da ADIRPLAST, Laercio Gonçalves, representou a entidade e destacou que “a economia circular estava cada vez mais presente na agenda global, mas ainda carecia de escala e efetividade. Torná-la um modelo de negócio viável e lucrativo era essencial para engajar empresas e investidores de forma consistente”. A programação abordou ainda a necessidade de políticas públicas e incentivos, colaboração entre empresas, governos e sociedade, e decisões baseadas em conhecimento científico e transparência.

Entre 8 e 15 de outubro, em Düsseldorf, na Alemanha, ocorreu a Feira K 2025, o maior e mais importante encontro mundial da indústria de plásticos. Empresas brasileiras como Colorfix, APTA Resinas, Grupo activas, Replas, SM Resinas, entre outros associados da ADIRPLAST participaram da feira, explorando tendências, tecnologias e soluções sustentáveis.

Pela primeira vez, a Colorfix teve um estande na Feira K, com oito representantes, mostrando soluções que aliam desempenho técnico, estética e responsabilidade ambiental. “Mais que expor produtos, a participação na Feira K 2025 foi estratégica para ampliar a presença internacional da marca, fortalecer parcerias e antecipar tendências que moldarão a indústria nos próximos anos”, afirmou o CEO Francielo Fardo.

Para Eduardo Cansi, da APTA Resinas, a feira reforçou o compromisso de trazer ao Brasil materiais que reúnem alta performance e consciência ambiental. “Nesta edição, a sustentabilidade foi central: soluções em resinas PCR, eficiência de processos e responsabilidade ambiental ganharam protagonismo. Mais do que acompanhar tendências, buscamos impulsionar uma indústria cada vez mais circular e responsável”, afirmou Cansi. Com mais de 20 anos de presença na Feira K, a APTA consolidou seu papel como referência em inovação e sustentabilidade no setor.

Como vice-presidente da ADIRPLAST e CEO do Grupo activas, Laercio Gonçalves ressaltou a importância estratégica dos eventos para o setor brasileiro. “A K 2025 foi um espaço para comparar o que desenvolvemos no Brasil com o que havia de mais avançado internacionalmente, discutindo modelos de economia circular, novos materiais e soluções alinhadas às exigências regulatórias e ambientais globais. A presença dos nossos associados fortaleceu a capacidade de trazer referências sólidas, inspirações e oportunidades que contribuíram para a competitividade e para um desenvolvimento mais sustentável de toda a cadeia do plástico”, concluiu.

Associados ADIRPLAST se mobilizam ante aos possíveis impactos da reforma tributária

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Entidade promove encontro com especialistas para entender como as empresas do setor plástico devem se preparar para a maior mudança fiscal no país, que entra em vigor a partir de 2026

A ADIRPLAST (Associação Brasileira de Distribuidores de Resinas Plásticas e Afins) promoveu no final de agosto encontro entre seus associados no qual foram discutidas as principais mudanças e os possíveis impactos gerados pela Reforma Tributária no setor do plástico. O evento reuniu 55 participantes e contou com a análise dos especialistas da Malerba Sessa Advogados, que detalharam os principais pontos da mudança e os desafios que virão com a transição. Para Henrique Malerba, um dos sócios do escritório, a Reforma é um marco histórico: “Estamos diante da maior transformação do sistema tributário brasileiro dos últimos 50 anos, e isso exigirá das empresas um esforço de adaptação sem precedentes”. Cecilia Vero, presidente da ADIRPLAST, percebe a necessidade de aprofundamento do tema como uma premissa entre os empresários do setor: “A Reforma Tributária impactará diretamente em toda a cadeia do plástico. Por isso, percebemos como fundamental a promoção de debates capazes de oferecer aos associados informações qualificadas sobre as mudanças decorrentes da Reforma. Esse conhecimento é o que ajudará a cada um de nós preparar suas empresas na tomada de decisões estratégicas mais acertadas ao longo da transição”.

E as mudanças promovidas pela Reforma não são poucas, explica Rafael Sessa, outro sócio do escritório. “Primeiro, porque sua implementação será gradual, ocorrendo entre 2026 e 2032. Isso faz com que durante esse período tanto o modelo atual quanto o novo sistema irão coexistir. Assim, nesse intervalo, as companhias precisarão lidar com regras sobrepostas, o que demandará planejamento cuidadoso e ajustes contínuos”.

No geral, a Reforma Tributária prevê a substituição de cinco tributos – PIS, Cofins, IPI, ICMS e ISS – por dois de base ampla: a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), de competência federal, e o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), de competência estadual e municipal. “A lógica da tributação muda. Vamos passar a ter a cobrança no destino, em vez da origem, além de um sistema não cumulativo mais amplo. Essa mudança vai afetar diretamente a forma como as empresas organizam sua logística e calculam seus preços”, explica Sessa.

Outro ponto enfatizado pelo especialista é a introdução do split payment, mecanismo que divide automaticamente o pagamento entre empresa e fisco no ato da transação. “Com o split payment, a empresa não terá mais o imposto em caixa até o vencimento; o valor será repassado diretamente ao governo. Isso reduz a sonegação, mas impacta o capital de giro e exige um grau de compliance muito mais elevado”, alerta.

Malerba também chama a atenção para o tratamento diferenciado da Zona Franca de Manaus, que continuará com incentivos específicos, e para os regimes especiais. Segundo ele, esses pontos podem limitar ou distorcer a não cumulatividade plena e dependem, por isso, de regulamentações complementares, o que reforça a necessidade de acompanhamento constante por parte das empresas.

Embora a Reforma tenha como objetivos simplificação e neutralidade, acrescenta Malerba, seu sucesso dependerá da capacidade de adaptação do setor produtivo. “As empresas precisarão rever contratos, estratégias de precificação, cadeias de suprimento e a gestão de créditos tributários. Quem se antecipar terá vantagens competitivas, enquanto, aqueles que demorarem a agir poderão enfrentar sérios impactos em sua operação”, enfatiza.

Vendas das empresas associadas à ADIRPLAST sobem nos primeiros sete meses do ano, mas avanço reflete fatores pontuais

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Apesar da alta nas commodities e do salto nos plásticos de engenharia, empresários e especialista no setor afirmam que crescimento do consumo pode não ser sustentável

Os números divulgados pela ADIRPLAST (Associação Brasileira de Distribuidores de Resinas Plásticas e Afins) para os sete primeiros meses de 2025 apontam uma recuperação expressiva nas vendas do setor. O volume total alcançou 241.153 kt, contra 214.362 kt em igual período de 2024, um crescimento de 12,5%. Nas resinas commodities (PEs + PP + PS), o avanço foi de 10,6%, passando de 189.339 kt para 209.451 kt, enquanto os plásticos de engenharia, masterbatch e compostos registraram um salto de 26,7%, passando de 25.023 kt para 31.702 kt.

Para Simone Teixeira, analista da Townsend e fonte de informações para a instituição, esse crescimento precisa ser visto com cautela. Segundo ela, o avanço nas commodities surpreendeu diante de um cenário em que o mercado de PE recuou 7% no primeiro semestre e o de PP caiu mais de 4% em relação a 2024. Ela explica que essa queda foi reflexo da retração de 11,5% nas importações, já que as vendas do produtor nacional caíram pouco mais de 1%. Na avaliação da analista, o resultado reflete mais fatores pontuais, como a antecipação de compras motivada pela possível aplicação de tarifa antidumping sobre o PE importado do Canadá e dos EUA, do que um crescimento estrutural do consumo.

No caso do PP, sem esse efeito de antecipação, houve retração de mercado. Para Simone, a desaceleração da produção industrial, a queda dos índices de confiança empresarial, o aumento da inadimplência e a manutenção dos juros em patamar elevado reduzem a expectativa de desempenho mais forte no segundo semestre. Ainda assim, a analista enxerga um aspecto positivo: os números indicam aumento do market share dos distribuidores da ADIRPLAST frente às petroquímicas, tendência que pode se manter com clientes preferindo compras fracionadas diante da incerteza econômica.

Na visão de Laercio Gonçalves, vice-presidente da ADIRPLAST e presidente do Grupo activas, o crescimento das vendas representa, até agora, uma demanda forçada, sem real expansão em boa parte do mercado, salvo em segmentos específicos. Ele ressalta que a continuidade desse ritmo dependerá do desempenho industrial e da estabilidade econômica no segundo semestre. Parte do avanço das commodities, segundo ele, está ligada ao acúmulo de importados que chegaram concentrados no primeiro semestre após problemas logísticos globais. Já no caso dos plásticos de engenharia, o movimento é mais consistente: há maior procura por materiais de valor agregado e desempenho técnico, especialmente nos setores automotivo e eletroeletrônico.

Laercio explica ainda que, enquanto o crescimento das commodities pode ser visto como acima da média, a taxa de 26,7% dos plásticos de engenharia é bastante significativa e tende a superar o desempenho setorial. Ele destaca ainda fatores externos que colaboraram para o resultado, como a valorização pontual do real, a normalização da logística global e a retomada de setores como o automotivo e o de bens duráveis, mas ele também alerta que juros elevados, inflação, volatilidade cambial e incertezas macroeconômicas podem comprometer os próximos meses.

José Augusto Viveiro, gerente comercial da Mais Polímeros, também acredita que uma parcela significativa desse crescimento não corresponde a consumo efetivo, mas sim a volumes estocados. Para ele, a valorização do real, a ameaça de antidumping e as incertezas cambiais estimularam o aumento dos estoques, o que deve gerar, por outro lado, um movimento de desestocagem nos próximos meses. Viveiro reforça que os percentuais observados estão acima da média histórica e lembra que, tradicionalmente, a indústria de embalagens cresce de 2,5 a 3 vezes acima do PIB nacional. Ele avalia, no entanto, que fatores como risco de inadimplência, contração da oferta de crédito e juros altos são fortes inibidores do crescimento futuro.

Além dos fatores apontados — como os fatores conjunturais, diversificação do mix, com o fortalecimento gradual dos plásticos de engenharia,  e o aumento dos estoques —, os entrevistados ainda ressaltam que o acompanhamento de indicadores-chaves — como produção industrial, índices de confiança empresarial e do consumidor, volume de importações, câmbio e preços internacionais das resinas — será determinante para avaliar a sustentabilidade do crescimento observado até então no setor.

ADIRPLAST destaca relevância da FISPAL Tecnologia 2025 para o setor de BOPP e BOPET

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Evento fortalece conexões estratégicas entre distribuidores de BOPP e BOPET e a cadeia produtiva de alimentos e bebidas

A Fispal Tecnologia 2025, que acontece de 24 a 27 de junho no Expo São Paulo, reafirma seu papel como o mais importante ponto de encontro da indústria de alimentos e bebidas na América do Sul. Com mais de quatro décadas de tradição, o evento é uma vitrine de inovações e tendências que moldam o presente e o futuro do setor. “Para os associados da ADIRPLAST que atuam na distribuição de plásticos, especialmente filmes de BOPP e BOPET, a feira representa uma oportunidade estratégica de conexão com a cadeia produtiva e de fortalecimento do protagonismo em um mercado que não para de crescer, explica Cecilia Vero, presidente da entidade.

Segundo Marina Cappi, gerente da Fispal, “A Fispal Tecnologia é o palco de novas tecnologias e discussões que movem o mercado, com soluções inovadoras que impactam diretamente a produtividade e competitividade das indústrias. Os principais fornecedores do mercado estão expondo na feira”. Ela destaca ainda que “a feira vai receber a visita de profissionais da indústria de alimentos e bebidas de diversos países, incluindo toda a América do Sul”.

Para a presidente da ADIRPLAST, Cecilia Vero, o evento também reforça a importância do plástico na cadeia de embalagens: “É uma oportunidade estratégica para os distribuidores fortalecerem laços e ampliarem sua atuação em um mercado que movimentou R$ 123,2 bilhões em 2022, segundo a Abre. O plástico segue sendo peça-chave nesse cenário pela sua versatilidade e papel fundamental na conservação e distribuição segura dos alimentos.”

Claudia Savioli, da Polymark, complementa: “A Fispal Tecnologia é, sem dúvida, o principal ponto de encontro do setor de embalagens na América Latina. Para nós, que atuamos na distribuição de filmes de BOPP, ela representa um espaço valioso para entender tendências, gerar negócios e consolidar parcerias. O mercado vive um momento de transformação, com grande foco em soluções sustentáveis, como estruturas monomateriais, redução de espessura (downgauging) e reciclabilidade.”

Ela ainda destaca que os desafios do setor, como a volatilidade das matérias-primas, exigências logísticas e regulatórias, têm sido enfrentados com inovação e eficiência. “A tecnologia tem permitido avanços como filmes de alta barreira, metalização aprimorada e melhorias em impressão e selagem — tornando o BOPP cada vez mais competitivo, sustentável e atrativo.”

A presença dos associados da ADIRPLAST na Fispal é estratégica para acompanhar de perto as transformações do setor e contribuir ativamente para uma indústria mais moderna, conectada e sustentável.

ADIRPLAST encerra primeiro trimestre de 2025 com crescimento de 7,6%, mas alerta para cenário global instável

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O primeiro trimestre de 2025 foi marcado por um cenário desafiador para o setor de distribuição de plásticos no Brasil. Embora os números apontem crescimento nas vendas dos associados da ADIRPLAST (Associação Brasileiras dos Distribuidores de Resinas e Afins) o desempenho do setor tem sido influenciado pelo ambiente de instabilidade e incertezas que tem dominado o cenário internacional, especialmente diante do agravamento da guerra tarifária entre China e Estados Unidos. No total, as empresas ligadas à entidade comercializam, entre janeiro e final de março deste ano, 99.669 toneladas de produtos, o que representa um aumento de 7,6% em relação ao último trimestre de 2024. A comparação com o primeiro trimestre de 2024 não é aplicável, uma vez que a entidade ganhou novos associados desde aquele período.

Na análise por categorias, as resinas commodities (PEAD, PEBD+L, PP e PS) tiveram alta de 9,2%, somando 86.816 toneladas. Já os plásticos de engenharia (ABS-SAN, Borrachas, Poliacetal, Acrílico, Policarbonato, EVA, PBT, Elastômeros Termoplásticos, Poliamida 6 e 6.6) registraram queda de 6,1%, totalizando 11.386 toneladas. O segmento de masterbatches e compostos teve o melhor desempenho percentual, com alta de 46%, chegando a 1.467 toneladas vendidas.

Segundo o vice-presidente da ADIRPLAST, Laercio Gonlçaves, “vivemos um momento em que fatores econômicos e geopolíticos se entrelaçam e impactam diretamente o ambiente de negócios. A cotação do dólar, que recentemente atingiu R$ 5,61, pressiona os custos de toda a cadeia produtiva – especialmente para setores que dependem da importação de insumos, como o de resinas plásticas.”

A entidade também acompanha de perto possíveis mudanças na dinâmica de fornecimento de resinas, com a expectativa de que o cenário internacional possa abrir espaço para novos entrantes no mercado local ou redirecionar rotas comerciais. “Para o Brasil, que importa volumes relevantes de resinas, esse contexto representa um ponto de atenção importante, com impactos tanto na competitividade dos produtos quanto no acesso a determinados insumos. É justamente nos ciclos mais difíceis que se abrem oportunidades para aqueles que investem em estrutura, inovação e relacionamento de longo prazo”, completa o executivo.

Para o segundo trimestre deste ano, diz Gonçalves, a expectativa é de um ambiente ainda volátil, mas com possível estabilização da demanda interna.

Plástico Brasil 2025: ADIRPLAST destaca a importância do evento para a indústria; 13 de seus associados terão estantes no evento, confira algumas das atrações

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A ADIRPLAST (Associação Brasileira dos Distribuidores de Resinas Plásticas e Afins) é apoiadora da Feira Plástico Brasil, que acontece entre os dias 24 e 28 de março, em São Paulo. Desde sua edição inaugural, em 2017, a Plástico Brasil se destacou como o principal ponto de encontro para negócios, inovação e networking, e a cada edição reafirma sua posição estratégica para toda a cadeia produtiva. “O crescimento contínuo da Plástico Brasil, com cada vez mais expositores e, neste ano, com um pavilhão adicional, reforça o impacto positivo da concentração de esforços do setor em um evento único e fortalecido. Isso garante maior visibilidade às empresas, amplia as oportunidades de negócios e impulsiona o desenvolvimento da indústria”, afirma Laercio Gonçalves, vice-presidente da ADIRPLAST.

A importância da feira também é ressaltada por Liliane Bortoluci, porta-voz da Plástico Brasil: “A Plástico Brasil é muito mais do que uma feira; é o ponto de encontro estratégico para toda a cadeia produtiva do plástico na América Latina. Reunimos mais de mil marcas nacionais e internacionais em um ambiente vibrante de inovação, tecnologia e negócios. É aqui que ideias ganham forma e projetos se tornam realidade”.

A ideia de ter um evento central e mais forte para representar o setor, aliás, sempre foi defendida pela ADIRPLAST. “Há algum tempo, inclusive, divulgamos uma carta aberta pedindo que a união do setor e seus esforços fossem concentrados em eventos mais representativos. Hoje, vemos esse objetivo se concretizar com a consolidação da Plástico Brasil como a maior e mais importante feira da indústria do plástico, não apenas do Brasil, mas de toda a América Latina”, destaca Laercio.

A edição de 2025 será histórica, com expositores de 19 países distribuídos em sete pavilhões internacionais. “Estamos trazendo grandes marcas representando toda a cadeia do plástico, para apresentar seus produtos e tendências para a indústria com tecnologias avançadas de Indústria 4.0, soluções que impulsionam a economia circular e novos processos de reciclagem que transformam resíduos em produtos de valor agregado”, complementa Liliane.

Neste ano, a expectativa da ADIRPLAST é que a feira ofereça ainda mais oportunidades para o setor de resinas plásticas, com um aumento significativo na presença de fornecedores e inovações em matérias-primas. “O evento promete um ambiente propício para networking e fechamento de negócios, e, por isso, acreditamos que essa será uma edição histórica, na qual transformadores poderão encontrar soluções completas para seus negócios – desde insumos até tecnologias de ponta – o que ajuda a fortalecer toda a cadeia produtiva do plástico”, pontua Laercio.

Associados Adirplast

Entre os associados da ADIRPLAST, 13 empresas participarão da feira e terão estandes: Apta Resinas, activas, ColorFix, Composto do Brasil, Cromex, Fortmyl, Krisoll, Mais Polímeros, Master Polymers, Piramidal, Premix, Replas e Thathi Polímeros.

Algumas dessas empresas já adiantaram um pouco de suas atrações, confira:

Mais Polímeros – A empresa apresentará inovações e soluções aos transformadores dentro do portfólio de resinas termoplásticas, compostos, masterbatches e aditivos. O evento será uma oportunidade para troca de experiências e exploração de novos negócios. Segundo representantes da empresa, seu compromisso com a inovação no setor plástico se reflete na oferta de soluções voltadas a atender as demandas do mercado e impulsionam a competitividade de nossos parceiros.

Krisoll – Irá realizar a 1ª edição do Krisoll Flex Talk, um evento exclusivo para os principais players do mercado de Embalagens Flexíveis. O encontro acontecerá no dia 26 de março de 2025, no Mezanino 204A do São Paulo Expo, durante a Feira Plástico Brasil 2025. O evento oferecerá um ambiente dinâmico para troca de conhecimento, networking e insights valiosos. Entre os destaques, palestras de grandes multinacionais, como BASF, Synthomer, LyondellBasell e SK Chemicals. A BASF abordará a reciclabilidade de embalagens com poliamidas, reforçando a importância da economia circular e das soluções sustentáveis no setor.

Piramidal – A distribuidora apresentará seu amplo portfólio de resinas termoplásticas, que inclui resinas commodities amplamente utilizadas na indústria, resinas de engenharia desenvolvidas para demandas técnicas avançadas, resinas sustentáveis com destaque para a linha Eccoar, que combina inovação e preservação ambiental e é fruto do trabalho da Unidade de Químicos e Novos Negócios, inaugurada em 2023 e que expandiu o portfólio com aditivos para polímeros. Além dos produtos, a Piramidal destaca ainda sua expertise em consultoria técnica, com um time de engenheiros especializados prontos para oferecer soluções customizadas aos clientes.

Colorfix – A empresa marcará presença na Plástico Brasil 2025 com novidades exclusivas. No estande, os visitantes poderão conhecer o Catálogo Cores & Tendências 2025, que traz tons que inspiram sensações únicas. Um dos destaques é a Linha Marble Conexões, com seis novas tonalidades que celebram a beleza da natureza e os momentos singulares da vida. Além disso, a Colorfix lançará um novo produto da Linha REVORA, criado para redefinir o conceito de sustentabilidade na indústria. O objetivo, no evento, é o de esclarecer dúvidas do setor e promover escolhas mais conscientes na seleção de insumos. “Nossa proposta é promover entre o setor de transformação escolhas mais conscientes e alinhadas com a evolução do mercado”, afirma o diretor superintendente da Colorfix, Francielo Fardo.

Cromex – A Cromex apresentará novidades em seu portfólio de aditivos na Plástico Brasil 2025, destacando soluções inovadoras e sustentáveis. No stand E070, os visitantes poderão conhecer o aditivo Auxiliar de Fluxo isento de substâncias PFAS, que atende às novas regulamentações ambientais sem comprometer a qualidade, e a linha Act Green, Live All Colors®, que inclui masterbatches sustentáveis, como o rC-Black® de negro de fumo recuperado e soluções para reciclagem. Além disso, a empresa apresentará o Hiper Dessecante, que oferece absorção de umidade cinco vezes superior, e sua linha de masterbatches para fios e cabos, garantindo alta performance e resistência a condições adversas.