Certificações fortalecem gestão, competitividade e confiança na cadeia do plástico

Para associados da ADIRPLAST, certificações vão além dos selos e ajudam empresas a aprimorar processos, ampliar a rastreabilidade e atender às crescentes exigências do mercado

A busca por qualidade, rastreabilidade, sustentabilidade e conformidade vem ganhando espaço nas relações entre fornecedores e transformadores da cadeia do plástico. Nesse cenário, as certificações passaram a ter importância estratégica, não apenas como reconhecimento, mas como ferramentas de gestão, qualificação de fornecedores e acesso a mercados mais exigentes. Entre os associados da Associação Brasileira dos Distribuidores de Resinas Plásticas e Afins (ADIRPLAST), as experiências da Mais Polímeros, Colorfix e Compostos do Brasil mostram como diferentes certificações contribuem para fortalecer processos internos e demonstrar ao mercado a adoção de boas práticas.

Na Mais Polímeros, a ISO 9001 e o rating EcoVadis, no qual a empresa conquistou medalha de Bronze, são utilizados para comprovar aspectos relacionados à qualidade, governança, sustentabilidade e rastreabilidade. Segundo Rafael Christo, da Mais Polímeros, essas certificações ajudam a diferenciar a empresa em relação à concorrência e ao mercado informal. “Frente à concorrência, essas credenciais comprovam com avaliação externa aquilo que sempre defendemos: procedência, processos padronizados e governança”, afirma. Para ele, os clientes buscam cada vez mais segurança fiscal, documentação técnica, rastreabilidade de lotes e fornecedores capazes de responder a auditorias ESG.

A Colorfix possui uma trajetória de mais de duas décadas em certificações, iniciada com a ISO 9001, em 2001. Posteriormente, incorporou a ISO 14001, o Selo Excellence ESG, a certificação ISCC PLUS e o Selo Clima Paraná, além de reconhecimentos ligados aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. Para Francielo Fardo, as certificações refletem processos que precisam ser mantidos e comprovados continuamente. “Não se trata apenas de uma declaração de compromisso, mas de requisitos que precisam ser comprovados e mantidos ao longo do tempo”, destaca. Segundo Fardo, os clientes estão mais atentos à origem das matérias-primas, rastreabilidade, conformidade ambiental, emissões de gases de efeito estufa e práticas de governança. “Os clientes estão buscando fornecedores capazes de apresentar evidências, e não apenas declarações de sustentabilidade”, afirma.

Na Compostos do Brasil, a certificação ISO 9000 também contribuiu para a abertura de novos mercados e para o aprimoramento da gestão. De acordo com Nilton Bueno, o processo levou a empresa a revisar procedimentos, estabelecer controles, aperfeiçoar registros e ampliar a padronização das atividades. “Mais do que possuir um certificado, entendemos que a ISO contribuiu para elevar nosso nível de gestão”, explica.

Os depoimentos dos associados mostram que as certificações têm impacto que vai além da obtenção de um selo. Elas contribuem para estruturar processos, atender requisitos de homologação, melhorar a gestão e oferecer aos clientes evidências sobre qualidade, sustentabilidade e rastreabilidade. Em uma cadeia cada vez mais exigente, esses fatores se tornam importantes para fortalecer relações comerciais e ampliar a competitividade das empresas.

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